terça-feira, 12 de julho de 2016

Portugal entre os países com maior insegurança de emprego

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal é o quarto país com maior insegurança de emprego.


Os dados constam do relatório Employment Outlook 2016, divulgado na passada quinta-feira, onde a organização previu que Portugal fechava o ano com uma redução de 0,3% da população empregada e uma taxa de desemprego de 11,9%.

A OCDE analisa vários parâmetros para perceber o impacto da crise na qualidade de emprego. Avalia os ganhos (salário por hora trabalhada), a insegurança do mercado de trabalho (a perda de rendimento associada a uma situação de desemprego) e a qualidade do ambiente de trabalho (trabalhadores que trabalham sob tensão).

Mas onde Portugal falha é no indicador que está relacionado com a insegurança no mercado de trabalho. É um dos países onde a perda expectável de rendimento em situação de desemprego é mais elevada.

Na qualidade do ambiente de trabalho, Portugal é o oitavo pior da OCDE, com 47% dos trabalhadores a afirmarem trabalhar sob tensão. Contudo, é possível ver uma melhoria em relação aos trabalhadores que continuaram empregados durante o período de 2007 e 2013.

De acordo com as análises da OCDE, conclui-se que Grécia, Hungria, Itália, Portugal, Eslováquia, Espanha e Turquia possuem uma má qualidade de emprego, o que não é novidade, consta a OCDE, lembrando que já antes da crise a qualidade de emprego era pobre.

Austrália, Áustria, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Luxemburgo, Noruega e Suíça lideram com a melhor qualidade de emprego entre os 34 que compõem a OCDE.

A OCDE conclui que, comparando os resultados de 2007 a 2013, conseguimos perceber que a crise contribuiu para um efeito negativo na qualidade do trabalho, devido à insegurança que se fez sentir no mercado de trabalho. Esta instabilidade origina um aumento substancial do risco de desemprego e uma baixa taxa de substituição de rendimentos. Devido a estes fatores muitos desempregados acabam por ficar muito tempo em subsídios e acabam por esgotar o direito ao mesmo, não conseguindo voltar ao mercado de trabalho. 

Por Luís António

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