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sexta-feira, 29 de julho de 2016

China legaliza atividade da Uber e outros aplicativos de transporte

O Governo da China legalizou de forma definitiva as atividades da empresa norte-americana Uber, do seu rival chinês Didi Chuxing e outras aplicações de transporte, informou hoje a agência noticiosa oficial Xinhua.


A nova normativa, a primeira aprovada por um país para regular este modelo de negócio, foi apresentada na quinta-feira e acaba com anos de incerteza sobre a legalidade da Uber e Didi, face aos protestos dos táxis tradicionais.

O Ministério dos Transportes chinês dispensou ainda estes serviços de ter a sua própria frota de veículos, ao contrário das companhias de táxi.

Os condutores que utilizam aquelas aplicações poderão solicitar uma licença para operar e as empresas serão responsáveis por garantir que estes têm qualificação suficiente e os veículos têm as melhores condições, aponta o documento. Veículos com uma quilometragem superior a 600.000 km e mais de oito anos estão proibidos de ser usados naquelas aplicações, acrescenta. Já aos condutores que tenham sido punidos por atos violentos, consumo de álcool, drogas ou infrações no trânsito não lhes será atribuída a licença.

As empresas do setor devem pagar impostos e estão proibidas de praticar políticas agressivas de preços, suscetíveis de causar perturbações no mercado.

O comunicado dirige-se também às companhias tradicionais de táxi, apelando a que reduzam as altas taxas cobradas aos seus próprios condutores e que, face à concorrência imposta por empresas como a Uber, dificultaram em muito o negócio de milhões de taxistas.

O fenómeno levou condutores de táxi de diversas cidades chinesas a organizar numerosas greves, nos últimos anos, interrompendo por vezes o trânsito nas suas localidades, durante horas ou até dias.

A regulação foi bem recebida pelas aplicações de transportes, com a Didi que afirmou, em comunicado, que se trata de "um passo histórico na promoção de um desenvolvimento estável e saudável da indústria". Já a Uber apontou que "demonstra o reconhecimento e apoio do Governo" aos seus serviços.

Em 2015, cerca de 100 milhões de chineses solicitaram, pelo menos uma vez, um veículo através de aplicações. Em maio, a gigante tecnológica norte-americana Apple investiu 1.000 milhões de dólares no Didi Chuxing, o líder do mercado na China, com uma quota de 87% de mercado.

Por Gonçalo Cruz

“Desemprego já está abaixo do objetivo do Governo para este ano"

O deputado defende que na realidade a taxa de desemprego não se mantém inalterada, como tem sido veiculado na comunicação social.


O deputado do Partido Socialista, Tiago Barbosa Ribeiro, utilizou a sua página de Facebook para fazer um esclarecimento sobre os dados do desemprego divulgados pelo INE no dia 29 de julho.

“O INE está com um grave problema na divulgação dos números do desemprego, que oculta uma redução significativa”, começa por escrever o socialista, sublinhando que, ao contrário do que foi noticiado, a taxa de desemprego de junho “não está inalterada” face a maio: “É a mais baixa desde 2009!”, frisa. E explica porquê: “A taxa está neste momento em 11,2%, mas isso só é ‘igual’ a maio se considerarmos uma revisão em baixa de 0,4 pontos percentuais do valor desse mês. É que o INE fez agora uma revisão em baixa da taxa de desemprego de maio, passando-a de 11,6% para 11,2%”, escreve.

Tiago Barbosa Ribeiro chama a atenção para o facto de o INE ter de fazer correções aos valores preliminares, mas divulgando a comparação entre o valor estimado no mês anterior (entretanto revisto em baixa) com a estimativa para o mês atual e não com o valor corrigido.

“Na realidade, entre abril e junho, o número de desempregados diminuiu 23 mil e a taxa já está abaixo do objetivo do governo para este ano”, remata o deputado.

Por Fábio Cruz

quarta-feira, 27 de julho de 2016

“Febre Pokemon” torna Nintendo mais valiosa que a Sony

Estas duas grandes empresas trocaram de cadeiras na bolsa. Depois de vários meses de perseguição à rival, a Nintendo conseguiu passar para a frente do duelo graças à fama das criaturas virtuais mais conhecidas do mundo.


O lançamento de ‘Pokemon Go’ ultrapassou as expetativas até dos mais otimistas. Bateu o recorde de downloads no primeiro dia, mas não se previa que em pouco mais do que uma semana estivesse instalado em mais smartphones do que os dois gigantes no setor da tecnologia Tinder ou o Twitter.

A 'febre pokémon' voltou e para a Nintendo, dona da marca e ao mesmo tempo responsável pela chegada do jogo ao mercado, o sucesso significou uma subida enorme e imparável na bolsa. Mais de uma semana de otimismo fez a Nintendo chegar a um valor em bolsa nunca antes conseguido, o que teve como consequência direta a ultrapassagem da sua grande rival, a Sony.

A Sony leva, por norma, vantagem sobre a Nintendo, mas nesta onda de ganhos a Nintendo passa a ser mais valiosa. No balanço final do dia em Tóquio, a Nintendo passou hoje a valer um total de 36 mil milhões de euros, enquanto que a Sony está avaliada em 34,68 milhões.

Por Alexandre Grilo

Governo diz ter plano para resolver pagamentos em atraso

Os pagamentos em atraso aumentaram 225 milhões de euros no primeiro semestre do ano, um problema que o Governo pretende resolver "até agosto, princípios de setembro".


De acordo com a síntese da execução orçamental até junho, publicada esta segunda-feira pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), verificou-se uma "tendência ascendente" nos pagamentos em atraso das entidades públicas, já que estes aumentaram 225 milhões de euros em seis meses, atingindo os 1145 milhões de euros no final de junho. Face ao mês de maio, registou-se um aumento de 66 milhões de euros nas dívidas por pagar há mais de 90 dias.

A DGO esclarece que esta evolução "é principalmente atribuível aos pagamentos em atraso dos hospitais EPE, cuja evolução no primeiro semestre não reflete ainda as ações desenvolvidas no sentido de regularizar as dívidas a fornecedores, nomeadamente a utilização de saldos de gerência de 2015 (até junho foram utilizados 70 milhões de euros para este fim) ".

Em entrevista à Lusa, o secretário de Estado do Orçamento, João Leão, defendeu que "o que é importante é olhar para a evolução dos passivos não financeiros da administração pública, ou seja, para a despesa efetuada e ainda não paga", sublinhando que os pagamentos em atraso são "apenas uma fatia desse bolo".

O secretário de Estado do Orçamento afirmou que "houve no que toca ao SNS uma gestão nestes pagamentos que possa ter levado a isso" e acrescentou que "o Ministério das Finanças, em conjunto com o Ministério da Saúde, tem um plano de libertação de fundos para resolver estes problemas". Quanto ao passivo não financeiro das administrações públicas, a DGO refere que, "tal como no ano passado, apresentou uma tendência crescente na primeira metade do ano", situando-se nos 2.541 milhões de euros no final de junho, ou seja, "349 milhões de euros acima do valor registado no final de 2015" mas "inferior em 8 milhões de euros face ao observado no período homólogo".

Por Rafael Cabecinha

terça-feira, 19 de julho de 2016

Secretário de Estado concorda com lei das apresentações quinzenais para os desempregados

O secretário de Estado, Miguel Cabrita, esta quarta-feira, deu uma resposta positiva à proposta para acabar com as apresentações quinzenais dos desempregados.


"A alteração da lei e o entendimento conseguido vão no sentido de eliminar o controlo burocrático, mantendo o controlo e permitindo ajudar mais as pessoas. Se for assim, ficamos contentes e achamos que há condições para fazer este caminho", disse Miguel Cabrita.

O fim da apresentação quinzenal obrigatória dos desempregados nos locais oficiais vai ser uma mudança tranquila, pois os serviços de empregos trabalham para as pessoas.

Por Gonçalo Veríssimo

Eduardo Sanches diz tudo o que pensa sobre Trump

Estive à conversa com o nosso colega de redação Eduardo Sanches sobre Donald Trump.


Eduardo, antes de saberes quem era Trump e o que ele defendia, qual era a tua opinião sobre ele?
Eduardo- Não tinha uma opinião concreta, porque não o conhecia bem, mas a cara dele sempre me transmitiu confiança.

E agora que já o conheces bem melhor, o que achas dele?
Eduardo- Eu acho que ele é uma pessoa com ideias fixas e rígidas, que as tenta transmitir de uma maneira não muito comum, com agressividade e ódio.

Dito isso, quem achas que vai ganhar o lugar à presidência?
Eduardo- Eu penso que ganhe o Trump.

Porquê?
Eduardo- É o que tenho acompanhado mais e penso que está a ter um grande impacto na população para o lado positivo, mas também muito negativo.

Se Trump ganhar, achas que vai fazer o que prometeu?
Eduardo- Tenho a certeza que sim, pois como já disse é uma pessoa com ideias muito fixas.

Achas mesmo que Trump vai deportar cerca de 11 milhões de pessoas ilegais, que vai construir um muro entre os EUA e o México e ainda bombardear o Estado Islâmico intensamente?
Eduardo- Penso que sim, pois existem maneiras de se emigrar legalmente e que, por vezes, não são respeitadas. Sobre o Estado Islâmico também acredito que sim, pois é algo que está a atormentar o mundo.

Por Tiago Gonçalves

António Costa: "Se o Novo Banco não for vendido até Agosto de 2017 vai para liquidação"

O governo sublinha que o setor financeiro é "uma prioridade" e compromete-se a "mudar para melhor" o sistema bancário e a "minimizar o uso do dinheiro dos contribuintes". Decidimos conversar um pouco com o nosso colega de redação Eduardo Sanches para poder ter uma visão mais concreta sobre este assunto.


Eduardo, o que tu achas de António Costa querer vender o Novo Banco?
É algo que pode ser benéfico para uns e prejudicial para outros.

No entanto, António Costa também diz que se o banco não for vendido até agosto de 2017 vai para a liquidação?
António Costa tem de pensar no que será melhor para o estado económico do país e que benefícios trará para o país.

O que achas da afirmação “mudar para melhor” feita pelo primeiro-ministro? 
No estado em que o nosso país se encontra, a única opção que temos é mesmo mudar para melhor. No entanto, tenho medo desta afirmação, pois tenho medo que António Costa não o consiga fazer sozinho.

Quando dizes “tenho medo que não o consiga fazer sozinho”, mais concretamente tens medo de quê?
Que a nossa situação financeira piore e que se percam postos de trabalho, porque António Costa não poderá fazê-lo sozinho. 

O que pensas de o chefe de Estado pedir mais dinheiro para não levar este banco à falência?
Acho que não vale a pena, devido à quantidade de dívidas que esse banco já tem.

Só para finalizar, tens total confiança nas decisões de António Costa?
Sim, acho que é uma pessoa à altura do cargo que lhe foi atribuído.

Por Tiago Didier

Ministros portugueses em cimeira sobre Estado Islâmico

Augusto Silva e José Lopes participam esta quarta-feira, nos EUA, num encontro que reúne os países que lutam contra a ameaça do grupo jihadista, numa iniciativa da Casa Branca. Decidi, então, entrevistar Eduardo Sanches, estudante da ATEC, com 17 anos, e conhecer a sua opinião sobre o Estado Islâmico.


Eduardo, o que pensa deste último ataque em Nice onde morreram 84 pessoas?
Eduardo: Acho que esta situação já está a ir longe demais; pessoas inocentes morrem todos os dias por causa deste grupo que tenta transmitir a sua religião, metendo medo às pessoas.

Pensa que o Estado Islâmico está neste momento a preparar mais ataques na Europa?
Eduardo: Obviamente que sim, porque eles não desistem de tentar transmitir a sua ideia.

Pensa que, neste momento, está a ser preparado um ataque a Portugal?
Eduardo: Neste momento, penso que não, mas acredito que sim num futuro próximo.

Se acontecer um ataque em Portugal, pensa que o exército português está preparado para combater o Estado Islâmico?
Eduardo: É difícil, porque neste momento não temos a certeza de todos os apoiantes do Estado Islâmico e nunca saberemos quando e onde poderão atacar. Mas se o exército português está preparado... sim, obviamente.

Acha que Portugal deveria enviar soldados para combater o Estado Islâmico?
Eduardo: Acho que sim, porque é uma causa que engloba um pouco de todos os países e ajuda a prevenir mortes, porque inocentes não merecem morrer todos os dias.

O que pensa do mapa publicado pelo Estado Islâmico, onde Portugal aparece dominado até ao ano 2020?
Eduardo: É algo que temos de começar a pensar nisso já. Aumentar a segurança do nosso país e ter um maior controlo das entradas e saídas no país e também investigar os suspeitos que já cá estão.

Se pudesse deixar uma mensagem aos portugueses que se juntaram ao Estado Islâmico qual seria?
Eduardo: Morte ao Estado Islâmico.

Por João Carvalho

Portugal vai receber apoios financeiros no setor do leite

Portugal vai receber quase 4 milhões de euros de ajuda para o setor do leite, valor que poderá ser duplicado com verbas nacionais de um pacote de 350 milhões de euros destinados para o setor.


Os cerca de 4 milhões que Portugal vai receber podem ser duplicados através de medidas nacionais, segundo a proposta hoje apresentada no Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia.

Segundo a mesma fonte, a Comissão Europeia vai ainda disponibilizar 150 milhões de euros para financiar a redução voluntária de produção de leite.

O pacote de ajuda ao setor do leite prevê também que os esquemas de armazenamento de leite em pó desnatado sejam prolongados até final de Fevereiro de 2017.

Por Eduardo Sanches

Portugueses podem a partir de hoje ter contrato de telecomunicações sem fidelização

As operadoras de telecomunicações estão a partir deste domingo obrigadas a oferecer contratos sem qualquer tipo de fidelização ou com 6 e 12 meses de fidelização, em opção ao período máximo de 24 meses.


A alteração à Lei das Comunicações Eletrónicas entra hoje em vigor e é já considerada pela DECO como "uma vitória para os consumidores" e um reflexo de um conjunto de reivindicações da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor e de cerca de 270 mil consumidores, manifestadas numa petição (sobre a fidelização em 2013) e um abaixo-assinado (sobre refidelização em 2015).

Em declarações à agência Lusa, o jurista e coordenador do departamento de estudos e apoio ao consumidor da DECO, Paulo Fonseca, descodificou o texto da lei e disse que a única pretensão que não foi acolhida na legislação foi a redução do período máximo de fidelização dos 24 meses, que foi mantido, mas sublinhou ter-se encontrado uma forma de garantir a liberdade de fidelização.

"A alteração obriga todas as operadoras, para toda a sua oferta comercial, a disponibilizar vários tipos de fidelização", ou seja, a oferecer contratos sem qualquer tipo de fidelização ou contratos com 6 e 12 meses de fidelização, em opção à fidelização máxima de 24 meses", explicou.

Paulo Fonseca destaca também a maior transparência nos contratos e que na fidelização "o ónus é totalmente colocado no operador". "Se o consumidor não tiver qualquer informação sobre o período de fidelização não pode ser cobrado nada pela rescisão antecipada do contrato e isto é muito importante", afirmou.

As operadoras passam, então, a ser obrigadas, quer a nível pré-contratual, quer durante o período do contrato, "a informar o consumidor sempre do período de fidelização e dos custos pela rescisão antecipada em cada momento do contrato em que o consumidor se encontra".

Os avanços estendem-se ainda à fixação de critérios e limites para os custos da rescisão antecipada, passando a ser proibidos entraves injustificados na mudança para outro operador. "Se eu celebro um contrato em que não há qualquer vantagem que me é atribuída ou uma subsidiação do equipamento que me foi disponibilizado ou promoção da qual efetivamente beneficie, não pode existir fidelização", exemplificou.

Além disso, há proporcionalidade, uma vez que os encargos para o assinante, decorrentes da resolução do contrato por sua iniciativa não poder ultrapassar os custos que o fornecedor teve com a instalação da operação, têm que ser proporcionais à vantagem que lhe foi conferida e não podem corresponder automaticamente à soma do valor das prestações vencidas à data da cessação, ou seja, aos antigos 24 meses.

A Anacom - Autoridade Nacional de Comunicações passa também a ter maior responsabilidade no controlo e monitorização do período de fidelização, podendo interferir, pedir justificação e eventualmente sancionar um operador, caso este esteja a cobrar um período de fidelização em que na verdade não existe a tal vantagem objetiva.

Quanto à refidelização, que até agora não estava regulamentada, passa a estar limitada e só pode existir até um limite de 24 meses, se as alterações contratuais implicarem a atualização dos equipamentos ou infraestruturas tecnológicas, sempre com a ideia de vantagem para o consumidor, o que significa que um mero aumento de velocidade no canal ou na Internet não é refidelização. "Era comum os consumidores quando estavam a terminar o seu período de fidelização receberem uma chamada do seu operador a propor um novo canal ou um 'upgrade' [melhoria] na velocidade da Internet, e o consumidor aceitando [...], ou dizendo que não tinha nada contra, acabava vinculado por mais 24 meses", lembra Paulo Fonseca. Ora, acabam assim as situações em que um consumidor "estava há quatro, cinco, seis anos presos a um contrato sem perceber como ou sem ter uma vantagem objetiva relativamente a esse período de refidelização".

Paulo Fonseca fala sobre os benefícios que as alterações introduzidas significam e relata que a DECO já fez uma incursão pelos 'sites' das operadoras, onde já verificou a existência de situações em que o consumidor "paga 'x' antecipadamente pela celebração do contrato e que ronda os 150 euros nos períodos de fidelização de 12 meses ou os 300 euros se não tiver sequer fidelização, valores que não correspondem minimamente aos 1.000 e tal euros que eram cobrados".

Por Iulian Radu

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Produção automóvel cai

A produção automóvel caiu 1,7% em junho face ao mês homólogo de 2015 e ficou em 15.230 veículos, indicou esta segunda-feira a Associação Automóvel de Portugal (ACAP).


A descida foi determinada pela queda no fabrico de automóveis ligeiros de passageiros (-5,8%), já que se verificou um crescimento na produção de veículos comerciais ligeiros (10,2%) e de veículos pesados (20,5%), segundo os dados da associação. No conjunto de veículos produzidos no mês passado, 14.453 foram destinados à exportação, o que corresponde a 94,9% da produção nacional. A mesma nota detalha que as exportações registaram uma descida de 2,9% face ao mesmo mês do ano anterior.

Nos primeiros seis meses de 2016 foram produzidos 80.163 veículos automóveis, menos 8,4% do que no mesmo período do ano anterior, e foram exportados 76.149, uma redução de 9,6%. As exportações foram, sobretudo, para a Europa (91,7%), onde a Alemanha (24,5%) e a Espanha (17,8%) foram os principais mercados dos veículos produzidos em Portugal entre janeiro e junho.

Por Vasco Nicolau

Comparar a dívida portuguesa à irlandesa ou grega é "absurdo"

Ascenso Simões não nega que “os objetivos do défice e da dívida devem ser atingidos de forma inteligente”, querendo isso dizer que não é preciso “impor sacrifícios incomportáveis” para que os objetivos sejam alcançáveis.


Ainda assim, o socialista diz que quem compara as economias da Grécia, Portugal e Irlanda faz uma comparação “absurda”. “Cada uma das economias está sujeita a implicações diferentes, há influências externas diversas, há uma constituição do aparelho produtivo diferente”, explica o deputado no texto que assina na Ação Socialista.

As responsabilidades da atual crise, Ascenso Simões remete-as para as instituições europeias. “Importa perguntar se as instituições europeias se comportam como se deveria exigir. Há uma implicação absurda na política interna de cada Estado, uma avaliação de mérito de cada solução governativa”.

Depois de considerar esse comportamento “inaceitável”, o deputado culpa as visões partidárias do Ecofin que levaram à decisão da aplicação de sanções. “Não se pode deixar nas mãos de um antipático socialista presidente do Ecofin a outorga de uma política sem cabeça e com mau sentido”.

Por João Leitão

O pedido ao Primeiro-Ministro

Pediram ao Primeiro-Ministro uma “resposta política” urgente. Exigiram ao governo uma solução política face ao incumprimento daqueles operadores, caso contrário “o setor vai morrer.”


A Zon/ Optimos, a PT Comunicações, a Vodafone e a Cabovisão deviam ter pago ao Estado. Os realizadores e os produtores de cinema desafiaram o governo a assumir as suas responsabilidades neste braço de ferro que lhe é lançado por um dos ramos mais potentes do poder económico em Portugal.

Este pedido foi realizado hoje, para que os operadores de televisão por subscrição paguem uma das taxas que está prevista na legislação.

Por João Loureiro

Portugal condena ataque e garante que está "ao lado da França"


O governo português emitiu hoje um comunicado sobre o atentado ocorrido na cidade francesa de Nice, na noite de quinta-feira, garantindo que "Portugal está ao lado da França" no combate ao terrorismo.

Em nota enviada pelo gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros, o governo português "repudia" o ataque, atribuído pelas autoridades francesas a um cidadão franco-tunisino de 31 anos, residente em Nice, que lançou um camião contra a multidão que se encontrava na avenida marginal da cidade.

Por Pedro Cabral

Marcelo Rebelo de Sousa condena "atentado bárbaro" em Nice

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condenou hoje o "bárbaro atentado" ocorrido na cidade francesa de Nice, considerando que não pode deixar de chocar os que acreditam num Estado de direito democrático.


"Trata-se de um bárbaro atentado contra pessoas e os seus direitos, numa dimensão brutal, incluindo um número impressionante ao que parece de crianças, e que não pode deixar de chocar todos aqueles que acreditam num Estado de direito democrático", afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa disse que não haveria certeza de que o presidente francês François Hollande poderia estar em Portugal na próxima terça-feira, como estava previsto antes do atentado de quinta-feira à noite, "nem que seja numa viagem muito abreviada". Seria a altura para "testemunhar o luto, a solidariedade, o pesar dos portugueses que acompanham outros portugueses em França e os franceses neste momento de dor", disse, assinalando o "tempo de insegurança" que a Europa vive.

O presidente francês, François Hollande, decretou hoje três dias de luto nacional, na sequência do ataque que na quinta-feira fez 84 mortos e uma centena de feridos, em Nice.

Um cidadão franco-tunisino, de 31 anos e residente na cidade, lançou um camião contra a multidão que comemorava o dia nacional de França na avenida marginal de Nice, de acordo com os serviços de segurança franceses, que já identificaram o motorista.

A autoria do ataque ainda não foi reivindicada.

Por Martim Carrelo

Portugal com o quarto maior défice comercial da Zona Euro

O valor das importações superou o das exportações em 4,1 mil milhões de euros nos primeiros quatro meses do ano. Só a Grécia, Espanha e França têm um défice superior.


Este valor, que é igual ao valor verificado no mesmo período do ano passado, é o quarto mais elevado entre os países da Zona Euro. De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat esta sexta-feira, 15 de Julho, só a França (27,1 mil milhões de euros), Espanha (6,6 mil milhões de euros) e Grécia (8,1 mil milhões de euros) registaram défices superiores.

Nos primeiros quatro meses de 2015, o défice da balança comercial também era o quarto mais elevado da Zona Euro, ao atingir 4,1 mil milhões de euros. Entre janeiro e maio as exportações portuguesas desceram 2% para 20,3 mil milhões de euros e as importações caíram 2% para 24,4 mil milhões de euros. Estas descidas foram determinadas, sobretudo, pela redução do comércio com os países fora da UE (as exportações desceram 16% e as importações caíram 10%).

Portugal tem agora um saldo negativo de 3,4 mil milhões de euros no comércio de mercadorias com os países da UE e de 600 milhões de euros com os restantes.

As estimativas do Eurostat apontam para um excedente comercial de 105,3 mil milhões de euros no acumulado dos países da Zona Euro nos primeiros quatro meses deste ano, bem acima dos 85,9 mil milhões de euros do mesmo período do ano passado.

A Alemanha contribui de forma decisiva para este excedente, já que sozinha apurou um saldo positivo de 107,7 mil milhões de euros na balança comercial, acima dos 101,1 mil milhões de euros do ano passado. Em segundo, surge a Holanda com o excedente de 24,2 mil milhões de euros.

Por Martim Carrelo

Turismo. Número de hóspedes e de dormidas acelera face ao ano passado


O número de hóspedes na hotelaria aumentou 5,1% em maio, para 1,8 milhões, o que possibilitou também um aumento de 7,8% nas dormidas, para 5 milhões, em termos homólogos, divulgou hoje o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a evolução dos hóspedes ficou aquém da observada em abril (7,6%), mas a das dormidas foi superior (6,1% em abril).

Por Pedro Cabral

PSD condena ataque bárbaro à vida do povo francês

O PSD condenou e repudiou hoje o atentado de quinta-feira à noite em Nice (França), considerando que representa "um ataque bárbaro à vida do povo francês".


O Partido Social Democrata endereça as mais sentidas condolências às vítimas do atentado, aos seus familiares e às autoridades francesas.

Um camião atingiu na quinta-feira à noite uma multidão em Nice, França, quando decorria um fogo-de-artifício para celebrar o dia de França. O último balanço aponta para 84 mortos e uma centena de feridos, 18 dos quais continuam em estado considerado crítico. O condutor do camião foi abatido pela polícia.

Por Ronaldo Teles

Portugal condena ataque e garante que está "ao lado da França"

O governo português emitiu hoje um comunicado a condenar "veementemente" o atentado ocorrido na cidade francesa de Nice, na noite de quinta-feira, garantindo que "Portugal "está ao lado da França" no combate ao terrorismo.


Em nota enviada pelo gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros, o governo português "repudia" o ataque atribuído pelas autoridades francesas a um cidadão franco-tunisino de 31 anos, residente em Nice, que lançou um camião contra a multidão que se encontrava na avenida marginal da cidade costeira e "que manchou de terror e dor um dia de celebração da liberdade e da fraternidade", dia feriado em França.

Por Ricardo Rocha

"Os políticos têm de se tornar decentes"

O antigo presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, disse hoje, na apresentação do livro "Por uma sociedade decente" de Eduardo Paz Ferreira, que é "preciso fazer coisas novas" e que os políticos "têm de se tornar decentes".


Alberto João Jardim apresentou hoje, no Funchal, na Reitoria da Universidade da Madeira, a obra do professor Eduardo Paz Ferreira "Por uma Sociedade Decente". Comentando as eventuais sanções da Comissão Europeia a Portugal por défice excessivo, Alberto João Jardim disse ser uma "injustiça", porque "tudo está mal desde o Tratado de Maastricht que é conservador, ultraliberal e feito para favorecer os mais fortes". "São injustas [as sanções] e são sobretudo uma vigarice porque a Alemanha e a França fartaram-se de violar a barreira dos 3% e nunca ninguém lhes disse nada”, afirmou.

Questionado sobre a ida de Durão Barroso, que presidiu à Comissão Europeia durante dois mandatos, de outubro de 2004 a outubro de 2014, para o cargo de presidente não executivo do Goldman Sachs International (GSI), sediado em Londres, já a partir deste mês, Alberto João Jardim disse não ter nada a ver com a vida privada de cada um. "Ele não tem responsabilidades públicas, tem liberdade para fazer o que muito bem entender", disse.

Por João Farinhas