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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Entrevista a José Mourinho

Boa tarde, senhor José Mourinho!
Devido à má época no ano passado no Chelsea passou do 1º para o 4º lugar no ranking anual da “Four Four Two” dos melhores treinadores do mundo.

Pode falar-me um pouco sobre isso?
JM: Bem, antes de mais, boa tarde… Sim, no ano passado foi uma época muito má, os jogos não corriam como nós queríamos e não conseguíamos realizar no jogo o que treinávamos. Por isso é normal ter descido no ranking.

E agora na sua nova equipa, Manchester United, uma nova etapa da sua vida, está disposto a recuperar a liderança no ranking dos melhores treinadores do mundo?
JM: Sim, agora estou numa nova etapa da minha vida, estou muito feliz e com muito vontade de ganhar tudo o que houver para ganhar, incluindo o primeiro lugar no ranking dos melhores treinadores do mundo.

Já está a pensar em jogadores para reforçar o plantel?
JM: Claro, já não penso noutra coisa. O Manchester United deu-me a liberdade para escolher os jogadores que eu acho serem os melhores do mundo.

E pode revelar alguns dos jogadores em que está a pensar?
JM: Estou a pensar no Rui Patrício para a baliza, devido ao grande europeu que fez, no Varane para a defesa, no Luka Modrić para jogar com o Pogba no meio campo, e no Neymar para jogar com o Zlatan Ibrahimović.

E o que tem a dizer para terminar esta entrevista em grande?
JM: Quero dizer aos nossos adeptos que vamos lutar para ganhar tudo!

Por Cláudio Kevin

ENTREVISTA #Ex-PIDE Confessa-se#

Quais as motivações que levaram jovens portugueses a ingressar na PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), como viveram o 25 de abril e como reorganizaram as suas vidas no Portugal Democrático?
São estas as questões que me levaram à conversa com JPP, um ex-PIDE, hoje com 66 anos, nascido na Golegã. Tirou o Curso Técnico Comercial (antigo 7º ano dos liceus) e tem como hobby a construção de miniaturas de barcos. É casado, pai de uma filha e avô de três netos.

Quero agradecer-lhe ter-me dado a oportunidade de o entrevistar para o Jornal da Academia e pedir-lhe autorização para gravar esta entrevista.
JPP: Eu é que lhe agradeço achar que a minha história serve para alguma coisa e não tenho problemas em que a grave, mas eu não gosto de ouvir a minha voz gravada, tenho más memórias disso, embora já tenha superado.

Como foi a sua infância?
JPP: Nasci na vila da Golegã, nas margens do rio Sorraia. Adoro a minha terra. Os meus pais eram trabalhadores rurais. Quando eu nasci, o meu pai trabalhava para uma família muito importante. Eram muito boa gente, mesmo que não conhecessem as condições miseráveis de vida da maioria dos seus trabalhadores (sorri). Andei na escola primária e era muito bom aluno, melhor que o menino, filho dos meus patrões, mas quando era para as reguadas todos apanhávamos, menos ele. (ri)

E isso não o incomodava?
JPP: Acho que achava que isso era natural (sorri) e nunca me incomodou, porque eu até era dos poucos que ia depois com o menino para a casa grande. E os senhores gostavam muito de mim. Aliás, se eu fui alguma coisa devo-o a eles, porque quando acabei a 4ª classe o meu pai queria que eu fosse trabalhar para o campo, mas a senhora, a patroa, convenceu-o a deixar-me ir estudar e ajudou os meus pais financeiramente. 

Então continuou os seus estudos?
JPP: O meu pai tinha uns primos em Santarém e eu fui viver para casa deles. Foi um período muito difícil, viver longe de todos, com muitas dificuldades. Mas os resultados escolares na Ginestal Machado foram bons e fiz o curso comercial. A ideia era voltar para a Golegã e trabalhar nos escritórios da Casa Agrícola do patrão do meu pai.

Como ingressou na PIDE?
JPP: Acabei sem nunca chumbar o curso de empregado comercial, em 1968, mas a Guerra Colonial tinha começado em 1961 e morria de medo de pensar que tinha de ir servir para África. Em 1971, estava a concluir o Curso de Sargentos nas Caldas da Rainha, quando abriu, entretanto, um alistamento para a GNR, concorri e fui admitido em Lisboa. Entretanto, já na GNR soube de uma possibilidade de ingressar na PIDE-DGS e nem hesitei. Claro que não era fácil, eram muitos candidatos, se bem que na altura eu nem tivesse ideia disso. Na altura, o vencimento de um funcionário da PIDE era quase o dobro dos militares da GNR e quando fui admitido até chorei de alegria. É que tinha conhecido a minha mulher, ela é de Lamego e, claro, com 23 anos queremos é constituir família. Naquela altura, claro, hoje não é assim e ainda bem, os jovens querem viver a vida (sorri). Mas, apesar dos estudos, eu não tinha grande ideia política de nada. A verdade é que fui ensinado a nunca fazer muitas perguntas e acho que isso ajuda a sobreviver. A minha mãe dizia sempre que eu era muito aplicado nos estudos, mas deixava sempre fugir os porcos, quando nas férias ia para casa ajudar a família (ri). Sou assim um bocado distraído com as coisas práticas da vida. 

Quando entrou para a PIDE?
JPP: Entrei para a PIDE, na altura DGS, em abril de 1973 e apresentei-me na Rua António Maria Cardoso, ali ao pé do teatro de São Luís, em Lisboa. Fui admitido para trabalhar nos arquivos. Fiz um curso, um tipo de estágio de preparação e, pronto, tinha o meu futuro garantido. 

Mas não era difícil entrar para a PIDE?
JPP: Claro que era, mas a esposa do patrão do meu pai, que sempre me ajudou, porque gostava muito de mim, tinha um irmão que era General. Eram pessoas muito importantes e muito bem relacionadas. Falou com o irmão e, pronto, eu era bem comportado, tinha dado provas de confiança e entrei.

Como foi trabalhar nos arquivos da PIDE?

JPP: O período que lá trabalhei não chegou a um ano e, nesse ano, mentiria se não dissesse que vi e li muitas coisas que me pareciam estranhas.



De que tipo de coisas está a falar?

JPP: De repente, eu tinha à minha disposição a vida de milhares de portugueses, com todas as informações mais incríveis e detalhadas. Durante um tempo, achei que era natural ter lá o registo dos comunistas, do Sr. Álvaro Cunhal, afinal eles queriam a destruição do país. Mas ele havia de tudo: professores, padres e freiras, jovens estudantes, donas de casa… Comecei a ter medo, mas nunca partilhei isso com ninguém. Havia qualquer coisa que me dizia que aquilo era demais. E depois havia fotografias...de tudo, do antes e do depois!

Do antes e do depois?

JPP (pensa no que havia de dizer): Muitos destes arquivos eram, digamos, de gente anónima, mas havia de gente famosa, dos VIP's da altura. E era assustador, mas nunca o demonstrei, ver as fotos antes e depois de algumas destas pessoas serem “entrevistadas” lá nas salas da AMC. Hoje penso que, naquela altura, me convencia a mim próprio que se esta gente era detida para interrogatório, era porque alguma coisa tinha feito… A sério, fiquei feliz, aliviado mesmo, quando me propuseram mudar para o serviço de Controlo de Fronteiras, porque comecei a achar que era um bocado demais...É que às tantas a curiosidade mata-nos e quando vi arquivos de pessoas que eu conhecia pessoalmente, aquilo começou a mexer comigo!

Como foi viver o 25 de Abril?
JPP: Na altura do 25 de Abril, um mês antes, eu estava a preparar-me para mudar de serviço. Andava muito envolvido nessa mudança. Naquele dia, de repente, ficámos encurralados no serviço. A confusão era total. Eu não queria sequer acreditar que estava tudo a colapsar. Por momentos, lembro-me de tranquilizar os meus colegas, mas quando fomos detidos, pelos militares e levados para Caxias, achei que era o fim. Sobretudo, quando fomos acompanhados com as G3 apontadas aos nossos peitos e vi na rua colegas meus a serem enxovalhados, achei mesmo que estava por um triz a minha vida. (olhar suspenso) Chorei, chorei muito… Na verdade, não sabíamos o que se ia passar e passámos um dia com grande ansiedade, com nervosismo, com fome, sujeitos àquilo que viesse acontecer...foi um dia de bastante confusão e ainda hoje guardo com grande mágoa o que se desenrolou nesse dia.

Mas, nesse período, nunca pensou que isso poderia acontecer?
JPP: O quê, o 25 de abril? Sabia-se, sentia-se muita ansiedade e, sobretudo, havia muita informação a ser solicitada aos arquivos. Raro era o dia que eu não fazia doze horas de trabalho. Havia uma azáfama, uma espécie de descontrolo, mas nós nunca falávamos disso. Cada um fazia o que tinha de fazer e pronto. Eu era pago para isso e tinha de ser bom no que fazia!

Mas é capaz de dizer quais os aspetos positivos e negativos do seu trabalho na PIDE?
JPP: Quanto a mim, não havia negativo nem positivo, o interesse que eu tinha era simplesmente chegar ao fim do mês, receber o meu vencimento e fazer uma vida normal como qualquer cidadão. Por conseguinte, não há aqui nem positivos e negativos, era um funcionário e um cidadão como qualquer outro.

O que lhe aconteceu depois da revolução do 25 de Abril?
JPP: Fiquei preso em Caxias. Foi muito dificil. Fomos metidos praticamente como um “rebanho sem pastor”, em Caxias, onde permaneci, eu e os outros, sem culpa formada, ou seja, sem qualquer julgamento, nem ouvidos por qualquer autoridade, desde o dia 26 de Abril até ao dia 19 de Agosto de 1975. Depois o que aconteceu foi a fuga. Eu andava com grandes problemas de saúde e nesse dia fui a uma consulta ao hospital da Marinha, ao pé da Feira da Ladra, acompanhado por mais dois presos, um que não pertencia à polícia, que era filho do subdiretor e estava preso porque o pai, na altura do 25 de Abril, se encontrava em Espanha num congresso… como o pai estava ausente, prenderam o filho. Esse rapaz enquanto esteve detido procurou a sua libertação, não com meios violentos, mas com a ajuda de cúmplices do exterior. Ora, nessa dita consulta, apercebi-me do nervosismo dele e quando estávamos a aguardar que nos chamassem, ficámos completamente sós, sem qualquer guarda junto de nós... ele fez-me sinal e eu sem perceber bem como, enquanto ele fugiu por um lado, eu fugi pelo outro. Nunca mais o vi ou encontrei. Corri a Santa Apolónia, sem um escudo no bolso e apanhei o primeiro comboio que partia. Saí em Santarém e procurei ajuda de amigos. Depois, ainda pensei em ficar em Portugal escondido, mas isso era muito doloroso! Organizei, com ajuda de familiares e amigos dos patrões dos meus pais, a fuga para o Brasil, onde trabalhei durante 6 anos, tendo-se juntado a mim, mais tarde, a minha mulher.

Hoje, à distância dos 42 anos do 25 de Abril, que memórias e sentimentos guarda desses momentos?
JPP: Tenho pensado muitas vezes que teria sido melhor suportar as dificuldades que se passavam na GNR e, mais tarde, uma vez que era Sargento e tinha o 7º ano dos liceus, pudesse ter uma vida algo diferente do que tinha na altura. Como era Sargento, seguindo a carreira militar, com umas promoções, eu teria chegado longe, uma vez que tinha estudos e capacidade para progredir na carreira… Ter permanecido na GNR, afinal de contas não teria sido tão mau, nem sujeito a vexames… Infelizmente, foi uma vida muito difícil tanto para mim, como para a minha família. Mas passou-se… viveu-se, isso é certo (sorri emocionado).

Se pudesse resumir a sua vida numa só palavra, qual seria?
JPP: Uma palavra? Uma vida realmente vivida! Com períodos de grande sofrimento, de dificuldade e de incerteza, mas com muita esperança.

Porquê?
JPP: Foi um período muito desestabilizador na minha vida - tinha uma pequena viatura que foi vendida, tinha mobílias que fui obrigado a vender para pagar a fuga... Foi um tormento, foi uma grande dificuldade que realmente se passou na minha vida, o facto de ter pertencido a uma organização para a qual eu não estava preparado e da qual só “colhi frutos amargos”. Em contrapartida, não deixei de acreditar que, apesar de tudo o que se disse dos "pides", eu não era, nem fui um criminoso. Fui tão criminoso quanto todos os funcionários públicos deste país. Como os juízes, por exemplo, que faziam cumprir as penas aos opositores ao regime salazarista. E alguém lhes tocou? Ninguém! É que eu nunca torturei ninguém...nem nunca mandei ninguém ser torturado ou preso…

Que sonhos é que tinha e que não pôde concretizar pelo facto de ter pertencido à PIDE?
JPP: Tantos. Mas, se quer saber, já perdoei o mal que me fizeram ou o mal que me fiz. Nem sei ao certo. Não guardo rancores. Carrego as marcas das minhas decisões, mas sei hoje, que outros sofreram muito mais do que eu… Já o sabia na altura, mas não queria acreditar nisso. E o meu sonho concretizei-o. Tenho um lar feliz, com paz, com a felicidade às vezes possível e apesar das dificuldades, medos, terror que vivi no períoda da fuga, aprendi muito e hoje estou tranquilo. Melhor, estou em paz. O tempo cura tudo, não é o que se diz? Sem ressentimentos, nem vinganças! Aceito o que me calhou e desde que voltei, em 82, tenho procurado o mais possível contribuir para o crescimento deste país e não escondo nada do meu passado. Sem passado, perdemo-nos.

Tem algum sonho para o mundo?
JPP: O sonho que atualmente tenho para o mundo é que este fosse um mundo de paz, de amor e de fraternidade, que houvesse comunhão entre todos os povos e que assim pudéssemos viver tranquilos e que houvesse menos desigualdade entre pobres e ricos. É esse mundo que eu desejo para a minha filha e para os meus netos, que eu adoro. Só assim poderemos todos ser muito mais felizes...Mas são utopias, não é?

Gostou de participar nesta entrevista?
JPP: Sim, não tinha quaisquer reservas, nem tenho nada a esconder daquilo que fui ou que, por força de circunstâncias, me levaram a pertencer a tal corporação e, por conseguinte, estou satisfeito, não tenho quaisquer partes negativas nesse aspeto. Não sei se aprenderão alguma coisa ou se lhe vai servir, mas a mim deu-me muito prazer estar aqui com um jovem tão interessado. Fico mais confiante no futuro. Obrigado.

Eu é que lhe agradeço. Muito obrigado por partilhar a sua experiência connosco.

Por José Machado

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Futebol não é tudo!

Estivemos a falar com um colega de redação, Miguel Seixo Monteiro, sobre a sua carreira futebolística no Barreirense.


Há quanto tempo estás no Barreirense?
MSM: Quatro anos.

Gostas da estadia nesse clube?
MSM: Sim.

Se pudesses, o que melhorarias?
MSM: Penso que é necessário mais espírito de equipa.

Pensas seguir a carreira futebolística?
MSM: Não, penso que futebol não é tudo. Futebol é um sonho que poucos conseguem e que muitos querem. Não acho o futebol uma carreira, apenas um passatempo e uma forma saudável de fazer desporto.

Muito Obrigado!

Por Miguel Daoud

João Mário falha jogo de apresentação aos sócios deliberadamente

Para debater este assunto tenho comigo um enorme adepto do Sporting, o senhor Vasco Nicolau.


O que acha do João Mário como jogador?
VN: Boa tarde. Acho que, no plantel do Sporting, é um dos mais desenvolvidos tecnicamente, com boa destreza atacante.

E acha que ele, tendo essa qualidade, conseguiria prosperar num campeonato mais competitivo, como por exemplo o campeonato inglês? 
VN: Sim, claramente ele é um dos nomes mais cobiçados atualmente no futebol português.

Sendo ele muito cobiçado acha que estará perto a sua saída do Sporting?
VN: Sim, infelizmente o que irá desfalcar muito o plantel do Sporting.

Acha que o Sporting, se se confirmar a saída de João Mário, consegue produzir o mesmo futebol da época passada?
VN: Não, é difícil arranjar um jogador com um potencial como o dele, ele é imprescindível.

O que acha da sua ausência ao jogo de apresentação aos sócios? O que acha que aconteceu?
VN: Acho que é um sinal que confirma a sua saída.

Os interessados em João Mário são colossos do futebol europeu. Como conseguirá o Sporting segurá-lo para a próxima época? 
VN: Com as propostas elevadas de outros clubes será quase impossível segurar João Mário.

Bruno Carvalho vai proibi-lo de sair como fez com Carrillo?
VN: Possivelmente.

Por fim, o que diria a João Mário se o visse agora? Diria para ficar ou para sair?
VN: “Mereces ir para um colosso europeu, tens grande qualidade e continuarás a aumentá-la, mas precisamos de ti para sermos campeões nacionais”.

Por Filipe Duarte

Conselhos para ganhar músculo - a entrevista

Como ganhar músculo rapidamente tem sido um dilema com que muitas pessoas se confrontam todos os dias. Por isso, hoje iremos estar à conversa com José Machado, um praticante de artes marciais, um tipo de desporto que requer um certo nível de força muscular.


Como já sabemos, você pratica artes marciais. Quais é que pratica?
José: Eu pratico taekwondo e agora, mais recentemente, kapap.

Quando é que você começou?
José: Comecei no taekwondo quando tinha 9 anos e no kapap comecei no ano passado.

Treina quantas vezes por semana?
José: Treino 5 vezes por semana: kapap às segundas e quintas-feiras, às terças-feiras taekwondo. Quartas e sextas-feiras treino em casa ou num parque perto da minha casa. 

Que conselhos nos pode dar para ganhar músculo? 
José: A coisa mais importante é a alimentação, dependendo se quer ganhar músculo ou definição do mesmo. Para isso, o melhor é recorrer a um nutricionista para avaliar a quantidade de massa gorda e massa magra que tem. A seguir, não é obrigatoriamente necessário recorrer a um ginásio, pois há várias maneiras de ganhar músculo, treinando sozinho com pesos ou sem pesos, dependendo do que se tem. O treino baseia-se numa rotina de exercícios com, pelo menos, um dia de descanso semanal, não treinando a mesma parte do corpo muitos dias seguidos.

Por Daniel Rocha

terça-feira, 19 de julho de 2016

Pokémon Go - a Entrevista


Hoje estivemos a conversar com um colega de redação para ficarmos a conhecer melhor o jogo que está a mexer com o mundo.

Bom dia, Diogo!
Diogo: Bom dia.

Gostas do novo jogo do Pokémon?
Diogo: Sim, gosto.

O que gostas mais no jogo?
Diogo: De poder capturar pokémons na rua.

Quantos pokémons já capturaste?
Diogo: Já capturei 279 pokémons.

E qual é o teu pokémon preferido do Pokémon Go?
Diogo: O meu pokémon preferido é o Charizard.

Se pudesses melhorar algo no jogo, o que seria?
Diogo: Provavelmente, seriam os bugs.

Tens mais alguma informação útil sobre o Pokémon Go?
Diogo: Não, não tenho nada a acrescentar.

Muito obrigado!

Por Pedro Reis

Sagan vence 16.ª etapa da Volta a França no sprint e Froome mantém vantagem

Hoje entrevistámos o campeão do mundo de ciclismo de estrada, Peter Sagan, que conquistou a sua terceira vitória na 16ª etapa da Volta a França, batendo milimetricamente, no final dos 209 quilómetros, os noruegueses Alexander Kristoff e Sondre Enger.


Peter, muito obrigado por teres vindo! Podes dizer-nos como foi esta etapa?
PS: Foi…difícil. Para mim, é sempre uma sensação estranha, estar na frente daquele enorme grupo, na constante luta para chegar primeiro à meta.

Estavas à espera desta vitória?
PS: Eu nunca espero vitórias, o meu lema é dar sempre o meu melhor e é isso que vou continuar a fazer até ao fim desta Volta.

E o que pensas dos teus adversários?
PS: Tenho todos os meus adversários como potenciais vencedores, tenho o mesmo respeito por todos eles. Aliás, a Volta está cheia de surpresas.

O que é para ti a tua equipa?
PS: A Tinkoff apoia-me desde o início, tal como todos os membros do grupo, sem eles não seria possível esta vitória.

Obrigado pela entrevista, Peter, desejamos-te uma vitória nesta Volta e sucesso durante o resto da tua carreira.

Por Renato Galhós

Eduardo Sanches diz tudo o que pensa sobre Trump

Estive à conversa com o nosso colega de redação Eduardo Sanches sobre Donald Trump.


Eduardo, antes de saberes quem era Trump e o que ele defendia, qual era a tua opinião sobre ele?
Eduardo- Não tinha uma opinião concreta, porque não o conhecia bem, mas a cara dele sempre me transmitiu confiança.

E agora que já o conheces bem melhor, o que achas dele?
Eduardo- Eu acho que ele é uma pessoa com ideias fixas e rígidas, que as tenta transmitir de uma maneira não muito comum, com agressividade e ódio.

Dito isso, quem achas que vai ganhar o lugar à presidência?
Eduardo- Eu penso que ganhe o Trump.

Porquê?
Eduardo- É o que tenho acompanhado mais e penso que está a ter um grande impacto na população para o lado positivo, mas também muito negativo.

Se Trump ganhar, achas que vai fazer o que prometeu?
Eduardo- Tenho a certeza que sim, pois como já disse é uma pessoa com ideias muito fixas.

Achas mesmo que Trump vai deportar cerca de 11 milhões de pessoas ilegais, que vai construir um muro entre os EUA e o México e ainda bombardear o Estado Islâmico intensamente?
Eduardo- Penso que sim, pois existem maneiras de se emigrar legalmente e que, por vezes, não são respeitadas. Sobre o Estado Islâmico também acredito que sim, pois é algo que está a atormentar o mundo.

Por Tiago Gonçalves

Ministros portugueses em cimeira sobre Estado Islâmico

Augusto Silva e José Lopes participam esta quarta-feira, nos EUA, num encontro que reúne os países que lutam contra a ameaça do grupo jihadista, numa iniciativa da Casa Branca. Decidi, então, entrevistar Eduardo Sanches, estudante da ATEC, com 17 anos, e conhecer a sua opinião sobre o Estado Islâmico.


Eduardo, o que pensa deste último ataque em Nice onde morreram 84 pessoas?
Eduardo: Acho que esta situação já está a ir longe demais; pessoas inocentes morrem todos os dias por causa deste grupo que tenta transmitir a sua religião, metendo medo às pessoas.

Pensa que o Estado Islâmico está neste momento a preparar mais ataques na Europa?
Eduardo: Obviamente que sim, porque eles não desistem de tentar transmitir a sua ideia.

Pensa que, neste momento, está a ser preparado um ataque a Portugal?
Eduardo: Neste momento, penso que não, mas acredito que sim num futuro próximo.

Se acontecer um ataque em Portugal, pensa que o exército português está preparado para combater o Estado Islâmico?
Eduardo: É difícil, porque neste momento não temos a certeza de todos os apoiantes do Estado Islâmico e nunca saberemos quando e onde poderão atacar. Mas se o exército português está preparado... sim, obviamente.

Acha que Portugal deveria enviar soldados para combater o Estado Islâmico?
Eduardo: Acho que sim, porque é uma causa que engloba um pouco de todos os países e ajuda a prevenir mortes, porque inocentes não merecem morrer todos os dias.

O que pensa do mapa publicado pelo Estado Islâmico, onde Portugal aparece dominado até ao ano 2020?
Eduardo: É algo que temos de começar a pensar nisso já. Aumentar a segurança do nosso país e ter um maior controlo das entradas e saídas no país e também investigar os suspeitos que já cá estão.

Se pudesse deixar uma mensagem aos portugueses que se juntaram ao Estado Islâmico qual seria?
Eduardo: Morte ao Estado Islâmico.

Por João Carvalho

Uma modalidade bastante perigosa a entrar em Portugal

Como podes calcular, este desporto é certamente perigoso e bastante radical: saltos sobre duas rodas em terrenos de gravilha ou lama, podendo igualmente ser feito na cidade, saltando escadas, por exemplo.
Decidimos entrevistar o nosso colega Alexandre Grilo, que tem este hobby.


Como te sentes durante o salto?
Eu tento sempre manter a calma e concentrar-me no ângulo das rodas na aterragem, pois basta estar 10 centímetros para o lado e, além de cair, poderei vergar as rodas.

Qual é o teu modelo atual?
Neste momento, tenho uma Subsin Double Evo, que dá para começar a fazer os saltos, mas no futuro poderei fazer um upgrade e, provavelmente, subir de escalão para algo mais avançado como uma Specialized P1.

Como é o local onde praticas esta modalidade?
Eu pratico esta modalidade numa pista complexa com vários trilhos de downhill, onde se encontram descidas a pique, com bastante areia solta e saltos com covas para ficar com mais adrenalina.

Não fazes dirtjump?
Não, também faço dirt-street.

Cuidas do teu material?
Sim, limpo quase todas as semanas e está sempre oleado, para não haver desgaste nas peças.

Por Gonçalo Veríssimo

A saúde de um atleta

Renato Galhós tem 16 anos e estuda na ATEC - Academia de Formação. Este ano foi Bicampeão Nacional de Remo, na categoria de juniores, e estivemos à conversa com o atleta, a fim de perceber como é a vida deste desportista e os hábitos indispensáveis para manter a forma física necessária à prática do seu desporto.


Renato, como já sabemos, atualmente é um praticante de remo. Há quanto tempo é que pratica e por que é que optou por esta modalidade?
Renato: Eu pratico este desporto há cerca de 4 anos e é atualmente o meu desporto de eleição, pois desde pequeno que sou um apaixonado por desportos náuticos.

Com que periodicidade executa o seu treino e no que se baseia?
Renato: Tenho treinos 6 dias por semana, folgando apenas à segunda-feira. Baseia-se em treinos na água e, por vezes, no ginásio através do ergómetro e de exercícios de musculação, executando também outro tipo de treinos técnicos.

Para um atleta os períodos de descanso também são necessários. Acha que a sua pausa semanal é suficiente?
Renato: Penso que sim, pois por pouco tempo que pareça considero que é o necessário para voltar a “carregar as baterias” e a preparar-me para mais uma semana de trabalho árduo.

Consegue descrever-nos a sua dieta, o que tenta evitar na sua alimentação?
Renato: O que importa não é necessariamente o que como, mas sim as quantidades que consumo de cada alimento. Procuro sempre ingerir o mínimo de gorduras, fritos e alimentos com elevados graus de açúcar, como os refrigerantes. 

Tem certamente cuidado com a sua saúde, mas isso só é possível de comprovar através de exames. Com que periocidade os executa?
Renato: Claro que, como atleta de competição, é estritamente necessária a execução de exames, algo que faço duas vezes por ano, e baseiam-se em exames cardiovasculares (provas de esforço) e análises ao sangue e à urina.

Pelo que investiguei, é um amante de desportos. O que mais pratica para além do remo?
Renato: Sim, é verdade. Para além do meu desporto de eleição, pratico também ciclismo.

A prática desse desporto “complementar” não influencia o seu desempenho?
Renato: Não propriamente, pois o meu treinador sabe que o faço e acaba por inclui-lo no meu plano geral de treino, fazendo com que este seja mais completo, acabando assim por me ajudar.

Por Alexandre Azevedo

Entrevista a Theresa May, próxima primeira-ministra do Reino Unido

David Cameron irá abandonar Downing Street na quarta-feira e dará o seu lugar à conservadora Theresa May. Segue a entrevista feita à próxima primeira-ministra britânica.


O que acha da saída do Reino Unido da EU?
Theresa May: Na minha opinião, é de interesse nacional mantermo-nos na União Europeia.

E o que acha do pós “Brexit”?
TM: Penso que depois do referendo, o nosso país precisa de uma liderança forte e que nos permita negociar os melhores termos para a saída da União Europeia.

E em termos de segurança, o que deve ser feito?
TM: Penso que para podermos enfrentar esta ameaça não podemos trabalhar sozinhos e não devemos procurar apenas soluções internas.

E pode dizer-me o que pensa da sua candidatura a Primeira-Ministra?
TM: A minha ideia é simples, Chamo-me Theresa May e penso que sou a melhor pessoa para primeira-ministra deste país.

E o que pensa sobre o futuro do país?
TM: Temos de fazer do Reino Unido um país que trabalha para todos nós e não apenas para os poucos privilegiados. Temos de dar às pessoas melhor controlo sobre as suas vidas.

Muito obrigado por ter respondido às nossas questões.

Por Alexandre Grilo

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Os três filmes para se entreter neste fim-de-semana


Decidi entrevistar algumas pessoas para saber quais os filmes recomendados para assistir este fim-de-semana...

Boa tarde! Gostaria de lhe perguntar qual será o seu filme de escolha para ver esse fim-de-semana.
Entrevistado A: Bem... Este fim-de-semana gostaria de ver “A Lenda de Tarzan”, porque quando era pequeno gostava sempre de ler os livros e ver os desenhos animados sobre o Tarzan.

Muito obrigado pela sua opinião!

Boa tarde! Gostaria de saber a sua opinião em relação aos filmes que possam ser assistidos este fim-de-semana.
Entrevistado B: Boa tarde! Eu gostaria de ver o filme chamado “Um Traidor dos Nossos”, porque gostei muito do trailer.

Fantástico! Este filme merece de ser visto. Obrigado pela sua opinião.

Boa tarde! Hoje estamos a fazer umas perguntas sobre quais os filmes que possam ser recomendados para este fim-de-semana e queríamos saber a sua opinião.

Entrevistado C: Boa tarde! Se fosse ao cinema este fim-de-semana, escolheria o novo filme que vai sair de Spielberg, “O Amigo Gigante”.

Obrigado pela sua opinião.

Por Iulian Radu

Rui Catalão em entrevista

Hoje trago-vos uma entrevista com Rui Catalão, conhecido como antigo jornalista do Público, na área da cultura, cargo que abandonou no início do século para se dedicar ao teatro por inteiro.
Recentemente Rui realizou trabalhos na área do teatro com Ana Guiomar, Cláudia Gaiolas e Tiago Vieira, A peça de teatro “Judite” estreou a 10 de março deste mesmo ano e, em Maio, realizou um workshop com jovens do Vale da Amoreira, ao qual ajustou um jogo de perguntas difíceis onde o público também pode intervir em palco. Neste jogo, o “sim” e o “não” não podem ser usados como resposta e para se responder a pessoa tem de contar uma história ou, então, retirar-se do jogo, caso não queira responder. “E Agora Nós” foi o nome do “jogo” que Rui apresentou no teatro do Vale da Amoreira, Poceirão e no Teatro Maria Matos.


De que modo tem vindo o teatro a instalar-se em Portugal como uma cultura?
A pergunta é muito extensa e eu só posso responder com base na minha experiência. Quando era estudante, achava o teatro pouco interessante, até conhecer um grupo de artistas vindo da dança, que renovou o trabalho de cena: a Vera Mantero, o João Fiadeiro, o Francisco Camacho e um imenso grupo de artistas vindos das mais diversas áreas que com eles trabalhavam. Foi nos anos 90. Foi também quando descobri o trabalho do Jorge Silva Melo e foi uma revolução: ele trabalhava em textos inéditos, descobriu uma nova geração de atores e, ao mesmo tempo, contava com a colaboração do coreógrafo João Fiadeiro, o que deu uma vitalidade muito grande à mise-en-scène, à exploração do trabalho de corpo e à movimentação dos atores em palco.
Nos últimos 20 anos, surgiu um grupo de encenadores e dramaturgos e atores de grande qualidade, com um profundo conhecimento de várias técnicas e formas de fazer teatro, e também com uma perspetiva da produção internacional, não só por terem trabalhado e estudado fora de Portugal, mas também por terem acesso a produções internacionais que chegavam a Portugal, através de festivais internacionais que passaram a organizar-se em Portugal, mas também pela programação muito cosmopolita que se generalizou na Gulbenkian, CCB, Culturgest, Teatro Maria Matos, etc.
A Escola de Teatro e Cinema do conservatório passou a dar uma formação de maior qualidade e os profissionais já surgem mais preparados, desde o início da sua carreira, não só pela escola em si, mas também pelos inúmeros workshops, ações de formação e uma dinâmica de colaborações entre artistas muito grande, que não existia quando o teatro estava concentrado na produção de companhias.
Hoje em dia restam poucas companhias e a maioria dos atores e encenadores e dramaturgos desenvolvem a sua carreira sem nunca chegarem a pertencer a nenhuma companhia, a nenhum Teatro em particular. Isso afeta a sua estabilidade financeira, mas por outro lado oferece-lhes múltiplas oportunidades de trabalho, de variarem a sua criatividade, de se adaptarem a outros modelos de trabalho, o que gerou uma geração de artistas mais flexível e experiente.

De entre as artes da representação (teatro, cinema) qual a vertente mais escolhida pelas pessoas?
Não sei. Acredito que os jovens tenham a ambição de fazer cinema, mas os atores têm de passar pelo teatro antes de chegarem ao cinema. O teatro é a verdadeira “oficina” em que os atores desenvolvem as suas capacidades. O cinema pertence aos técnicos de luz, de som, de imagem, a quem faz a montagem, etc. Os atores são obviamente “o rosto” do cinema, mas o seu papel no cinema é acessório. É no teatro que os atores são o centro de tudo. É no teatro que têm absoluto controlo sobre o seu trabalho.

Achas que o cinema é de algum modo mais exagerado em relação ao teatro?
O cinema é uma invenção industrial, resulta da “era da reprodução técnica”, ou seja, quando vemos um filme, estamos a ver uma ilusão, aquilo está a ser projetado, já não está ali. Vem de outro tempo, de outro lugar. O teatro não: o teatro está mesmo a acontecer à nossa frente. Podem usar-se recursos técnicos para gerar determinadas ilusões, mas é um facto que há um grupo de pessoas que estão ali e partilham com os espetadores o mesmo tempo e o mesmo lugar. 
Há realizadores que respeitam muito o real que está à sua frente e o cinema é apenas o instrumento de fixar isso; e há depois encenadores de teatro que geram tantas ilusões, que usam tantos recursos técnicos, tantos efeitos e ilusões, a ponto de a experiência teatral nada ter a ver com o que está de facto a acontecer.
Imagina que vais ao cinema e que gostas muito de um filme: a sensação que vais ter é o equivalente a um sonho: estás numa sala escura, com aquele ecrã gigante e um feixe de luz a projetar as imagens: a imagem está à tua frente, mas o feixe de luz que produz essa imagem vem de trás! Agora imagina que vais ao teatro e detestas a peça que viste: podes ir falar com os atores, até podes provocá-los enquanto eles estão em palco. Por cortesia, em princípio não o farás, mas estás sentado na sala, podes destruir o espetáculo, podes intervir...

Visto que o cinema é, muitas das vezes, um modo de gerar riqueza, achas que isso pode pôr em causa os filmes pelo facto de, às vezes, só se tratar de dinheiro??
O objetivo de fazer algo nesta vida é sempre, mas sempre, gerar riqueza. A questão é: que tipo de riqueza vamos gerar? Há cerca de dois meses fui assistir, no Coliseu de Lisboa, a uma peça sobre o Eusébio. Montaram uma grande produção, julgando que iam fazer rios de dinheiro. Parecia fácil: o Benfica tinha acabado de ganhar o campeonato e havia uma atmosfera de entusiasmo, por outro lado o Eusébio não tinha morrido assim há tanto tempo, era uma forma de dar a conhecê-lo às novas gerações e de celebrar a sua vida. 
Ora aquilo que eu vi foi a desgraça total: do ponto de vista teatral, era um trabalho miserável; e qualquer miúdo que leia dois ou três artigos na Internet ficará a saber mais sobre a vida do Eusébio; também não alterou em nada a sua dimensão mítica. Mas o pior é que nem pelo dinheiro lá foram: o espetáculo foi um fracasso de bilheteira.
Agora comparemos com o cinema: recentemente foram produzidos dois filmes portugueses que são “remakes” de comédias dos anos 40. Eu sei que esses filmes têm causado grande interesse junto do público. O primeiro foi mesmo um grande sucesso de bilheteira e não me custa a acreditar que os próximos serão também um grande sucesso. Ora o sucesso desses “remakes” vem de onde? Vem dos filmes originais, que são a preto e branco, e que são ainda muito populares. Onde é que está a ironia disto tudo? É que essas comédias dos anos 40, quando foram feitas, foram um total fracasso de bilheteiras. Mas, ao longo do tempo, com as transmissões televisivas, foram ganhando um estatuto quase mítico junto dos espectadores...

Achas que o teatro em Portugal tem vindo a ganhar terreno ou a ficção e as novelas tiram-lhe esse terreno??
O teatro e a televisão são dois mundos paralelos. Algumas pessoas, nomeadamente os atores, passam de um lado para o outro e trabalham ora a fazer televisão, ora a fazer teatro. Mas são dois mundos com lógicas diferentes. E o seu público também. O público de televisão é um público passivo: come aquilo que lhe dão a comer e julga ter o poder de escolha só porque tem muitos canais por onde escolher. 
O público do teatro é feito de pessoas que tomam uma decisão: vão sair de casa e, de entre os espetáculos que podem ver, escolhem um só. Isto representa um investimento pessoal que é totalmente diferente. O espetador de teatro não é um mero consumidor: ele já fez um investimento em sair de casa, em escolher o que vai ver. A sua cabeça pensa de maneira diferente.
A força do teatro não está no público. Se dependesse do público, o teatro estaria morto. A força do teatro está no facto de acontecer: existe, constrói realidade. E mesmo com pouca gente a acompanhar, ele resiste, a sua força não depende das multidões, mas de quem o produz.

Rui, dá-nos a tua opinião acerca destas versões mais modernas de filme antigos portugueses, como a Canção de Lisboa, o Pátio das Cantigas ou O Leão da Estrela??
Eu não vi ainda nenhuma dessas novas versões, por isso abstenho-me de dar uma opinião. Mas entre as comédias dos anos 40 que foram escolhidas para se fazerem remakes, é engraçado que se esqueceram daquela que é a mais divertida, inteligente e irreverente de todas: “O Pai Tirano”. Aquilo que eu tenho para dizer é: vão antes ver o “Pai Tirano”.

Voltando mais para a área da música agora, qual achas que é o estilo de música que é mais ouvido atualmente?
Não sei. Nunca tive interesse em nenhum estilo de música em particular. Quando era jornalista musical, nos anos 90, e escrevia para o Público, houve uma grande explosão da música de dança. Então, eu acompanhei esse fenómeno de muito perto, não por gostar de música de dança, mas por achar que enquanto jornalista tinha de acompanhar um movimento que arrastava milhares e milhares de jovens pelo país, em festas que aconteciam em sítios quase escondidos. Julgo que atualmente há uma grande dispersão, não vejo um estilo ou tendência que se destaque. Hoje o acesso à música está muito facilitado. Eu aproveitei os últimos 15 anos, em que a produção contemporânea tornou-se para mim desinteressante, para descobrir a história da música. Tenho-me dedicado aos anos 50, 60, 70 e tenho também tentado conhecer melhor o que se fazia em África, no Brasil, no Oriente. 

Achas que os géneros musicais têm vindo a modificar a maneira de pensar ou de interação com a sociedade?
Sem dúvida! Quando eu era miúdo, um jovem escolhia um género musical para se distinguir dos outros, mas também para dizer aos pais: isto não tem nada a ver contigo. Era uma forma de construir um muro lá em casa e dizer “daqui não passas”. Foi assim que surgiram géneros musicais muito violentos: o punk, o heavy metal, a música industrial, o hip-hop, o tecno e até mesmo a música minimal-repetitiva. Só que os jovens que cresceram a ouvir esses estilos musicais, entretanto, também envelheceram e têm filhos e estes já não conseguem escandalizá-los da mesma maneira. Haverá exceções certamente, mas hoje os pais são mais complacentes, não se deixam agredir tão facilmente. A música deixou de ser um fator naquilo a que os ingleses chamam o “generativo gap”, o fosso entre gerações. Hoje os jovens têm outras ferramentas para deixarem a cabeça dos pais em água...

Por Alexandre Berto

terça-feira, 12 de julho de 2016

Entrevista ao Nilton

O nosso convidado de hoje é o humorista Nilton. Nesta conversa, fala-nos de como tudo começou, a sua grande paixão pela sua profissão e dos seus tempos de escola. Autor de ideias como “Teorias do Nilton”, “Paga o que deves”, “A tua tia tem bigode “ e “Telefonema”, é um dos humoristas mais versáteis e importantes da comédia nacional. Os seus últimos trabalhos são o “5 para a meia-noite” e continua a ser locutor de rádio na RFM.


Onde é que nasceu?
Nilton: Nasci em Nova Lisboa, Província Ultramarina de Angola.

A sua infância também foi de rir?
Nilton: Sim, foi de rir. Eu sempre tive amigos e irmãos muito divertidos e bem-dispostos e eu tenho um princípio bem-disposto. Sempre encarei a vida na lógica da desconstrução. 

Porque apenas Nilton como nome artístico?
Nilton: Eu tenho mais nomes, como é óbvio. Mas o nome Nilton vem do facto de ter nascido em Angola e de ter um pai com algum humor até nos nomes e ter uma mãe chamada Pérsia. Lá em casa não existiam nomes muito normais. Escolhi Nilton como nome artístico para evitar confusões, embora já me tenham chamado Wilson ou Lipton; fora isso, evita que as pessoas se enganem.

Conte-nos, então, como surgiu o humor na sua vida?
Nilton: Eu sempre gostei de escrever. Curiosamente nunca tinha pensado em pôr os pés em cima de um palco, pois por muito estranho que pareça eu sou um pouco tímido, apesar de já estar melhor. Na altura, o mercado não era fácil e as redes sociais não existiam como existem hoje em dia, o que dificultava muito o trabalho. Acabei por criar a minha marca - Nilton. O Nilton escreve para o Nilton e o Nilton diz. Hoje existe muita malta nova a escrever para mim, inclusive para o "5 para a meia-noite". Muitos guionistas que não me conheciam mandaram-me um e-mail com bons trabalhos e eu aproveitei, e estão hoje em dia a trabalhar e vivem da escrita.

Em que ano começaram as suas primeiras atuações ao vivo?
Nilton: Ao vivo, para público, foi por volta de 1997.

A quem te referias quando dizias "paga o que deves"?
Nilton: Tanta gente: às finanças, a muitos dos políticos que têm sido responsáveis pelo que aconteceu a este país. O descontrolo que houve aquando da entrada na União Europeia. Tenho uma teoria: nós somos um povo (matemática aí faz falta) que não sabe fazer bem contas. Ganhamos o euromilhões e perdemos o dinheiro todo. Com a entrada na União Europeia saiu-nos o euromilhões e, matematicamente, errámos, porque o dinheiro desapareceu. 

Por Alexandre Vaz

Testemunho de um antigo trabalhador do McDonalds

O “fast food” tornou-se um elemento muito presente no nosso dia-a-dia, mesmo sabendo que é um tipo de comida que pode vir a prejudicar gravemente a nossa saúde um dia mais tarde.
Devido à necessidade de realizar uma entrevista para este jornal e à paixão que tenho pelo McDonalds desde criança, decidi entrevistar o meu colega Márcio Moreira que trabalhou nesta grande empresa de “fast food” a nível mundial.


Bom dia, Márcio! Trabalhaste durante quanto tempo no McDonalds?
Márcio: Bom dia! Trabalhei durante um ano e meio.

Qual é a tua opinião acerca dessa experiência?
Márcio: Foi uma experiência boa, aprendi muito sobre como lidar com o stress, atendimento ao público e com as pessoas.

Voltarias a repetir?
Márcio: Voltaria, se o ordenado fosse melhor.

Consideras que o vosso trabalho não era valorizado o suficiente a nível monetário?
Márcio: Penso que não, porque para além do stress que uma pessoa apanha por estar fechada dentro da cozinha, ainda tem de lidar por vezes com clientes muito parvos e, por isso, acho que não recebíamos o suficiente para o que passávamos.

Acreditas que proporcionam uma boa oportunidade de trabalho para os jovens?
Márcio: Se o objetivo for ganhar experiência ou somente ganhar dinheiro para tirar a carta/sair à noite é uma boa oportunidade.

Na tua opinião, é uma empresa que segue todas as normas de higiene?
Márcio: Sim, penso que sim. Quando fui para lá trabalhar pensava que era uma empresa como as pessoas dizem cá fora, que não tinha higiene nenhuma (por exemplo hambúrgueres caírem no chão e voltarem para as sandes). Quando comecei a trabalhar lá foi totalmente o oposto: tínhamos de lavar as mãos de 30 em 30 minutos, não podíamos tocar com as mãos nas outras partes do corpo (braços, cara), senão tínhamos de voltar a lavar as mãos e todas as noites tínhamos de lavar o restaurante por inteiro, inclusive desviar tudo para limpar por trás.

Comias todos os dias no restaurante? Se sim, eles remuneravam-te a refeição?
Márcio: Sim, comia lá todos os dias ao almoço e ao jantar e, por refeição, tínhamos direito a 7,30 euros para comprar os artigos individualmente (não podíamos comprar menus).

Enjoaste a comida do McDonalds?
Márcio: Enjoei, mas mesmo assim não deixei de lá ir comer.

Obrigada pela disponibilidade para responderes a estas questões.

Por Andreia Ribeiro

Esports vs Sports

Nos dias que correm, é tão comum ouvir falar sobre o jogo de futebol de ontem à noite como do último jogo da LCS de League of Legends ou dos jogos que estão a decorrer na Alemanha para decidir o vencedor da ESL Cologne de CSGO.

Por essa razão, não é surpresa que grandes equipas do futebol, como Beşiktaş, Schalke 04 e até o Sporting Clube de Portugal estejam interessadas em entrar neste meio competitivo que cativa milhões de pessoas e já enche estádios.

Porém, como nem toda a gente concorda que Esports pode juntar-se aos grandes desportos, tenho comigo os meus colegas João Farinhas, jogador de futebol desde os 6 anos, e Gabriel Marques, jogador ávido de CSGO com mais de 3000 horas de jogo.


Acham que o Esports tem potencial para se tornar num desporto reconhecido mundialmente ao mesmo nível do futebol?
João: Não, porque julgo que o Esports nunca vai ter o impacto que o futebol teve até agora, para além de que tem a vantagem de todas as faixas etárias compreenderem e gostarem do jogo. 
Gabriel: Sim, mas ainda estamos no princípio da revolução de Esports, e ainda falta muito tempo até chegarmos lá.

Qual a vossa opinião sobre equipas como o Schalke 04 terem equipas que estão neste momento a jogar na liga profissional de League of Legends?
João: Penso que estas equipas são livres de criar qualquer tipo de associação desportiva, mas tenho que frisar que a Esports, na minha opinião, não tem valor suficiente para criar as mesmas, visto que é um jogo em que um indivíduo passa horas sentado.
Gabriel: Temos que começar por algum lado, mesmo que não tenha valor, isto é um passo para adquiri-lo. 

Consideram que deveria haver uma separação entre Esports e futebol?
João: Sim. Penso que a ideia mais aceitável seria esta para encontrar um equilíbrio entre estes dois mundos.
Gabriel: Não, pois se começamos a fazer separações, então temos que reformular todos os desportos que não possuam os mesmos atributos que o futebol.

O que acham de canais como a ESPN estarem cada vez mais a transmitir Esports? 
João: Penso que é bom, pois vai ajudar a propagar o Esports.
Gabriel: Sim, como o João disse, se não houver publicidade e propaganda do que é o Esports, não vamos conseguir legitimar esta prática.

Será que no futuro jogos de computador vão perder o estigma que muitas vezes está associado a esta atividade? 
João: Na minha opinião, penso que vai ficar mais aceitável perante a sociedade, pois vai tornar-se muito mais popular entre as pessoas, mas penso que nunca vai realmente conseguir livrar-se desse estigma.
Gabriel: No futuro, vai ser muito mais popular jogar jogos de computador, mas provavelmente não vamos conseguir fazer com que seja normal perante a sociedade. 

Na vossa perspetiva, quais as maiores diferenças entre um jogador profissional de futebol e um de Esports? 
João: A preparação física que é necessária para jogar futebol vai ser maior do que no Esports e vai trazer benefícios à saúde.
Gabriel: Futebol tem que ser trabalhado mais fisicamente, enquanto Esports requer um maior treino da parte mental e das reações, mas o espírito de equipa mantém-se nas duas modalidades.

Podemos considerar Esports um desporto?
João: Não possui os requisitos para ser considerado um desporto, pois não tem exercício físico envolvido. 
Gabriel: Depende do que definimos como desporto. Se consideramos que o desporto precisa de atividade física, Esports não seria um desporto, mas a meu ver um desporto não precisa da componente física. Considero, então, que Esports é um desporto e, se não o considerarmos como tal, temos que retirar desportos como xadrez, poker ou desportos motorizados.

Por Luís António

Primeira entrevista a Cristiano Ronaldo

Ainda longe do mediatismo atual, quando ser o "melhor do mundo" era um pensamento distante, o jovem Cristiano destacava-se nos juvenis dos "leões". Na altura, as suas ambições passavam por chegar à equipa principal de Alvalade, como revela naquela que foi a sua primeira entrevista, dada ao jornal do clube.

Cristiano Ronaldo
Como é que está a decorrer a época de juvenis?
A temporada está a correr-me bem. O mister Luís Martins tem-me utilizado na equipa titular e penso que tenho correspondido positivamente. Tenho marcado golos, o que me deixa muito feliz.

Tendo em conta que os juvenis do Sporting estão apurados para a fase final, que antevisão faz para os próximos jogos?
Penso que os próximos jogos vão ser muito difíceis, porque todas as equipas entrarão em campo com a mesma vontade de conquistar o título. No entanto, no que nos diz respeito, obviamente que vamos dar tudo por tudo para sermos, no final, a equipa mais feliz. Vão ser jogos muito interessantes, já que todas as equipas que estão apuradas têm jogadores internacionais e, como tal, as equipas têm todas um nível muito idêntico.

Acredita que o Sporting pode ser campeão no seu escalão?
Acredito e muito.

É um dos melhores marcadores da equipa. Sente-se realizado?
Para ser sincero, ainda não me sinto realizado. Fico feliz por estar entre os primeiros na tabela dos melhores marcadores da equipa, mas ainda quero marcar muitos golos. Se isso não for possível, acima de tudo, quero que a equipa vença sempre, independentemente de quem marca os golos.

Qual o jogador que mais admira?
Gosto muito do João [Vieira] Pinto e do Pedro Barbosa, porque são dois grandes profissionais de futebol.

Além do Sporting, o seu trabalho tem sido reconhecido com as chamadas à seleção. Como estão a decorrer os trabalhos da equipa nacional?
Felizmente, as minhas idas à seleção nacional têm-me corrido muito bem. Tenho jogado como titular e, neste último torneio, em França, fui considerado o melhor jogador do torneio e fui ainda o segundo melhor marcador. Obviamente que isso me deixa muito orgulhoso.

Se alguém lhe pudesse conceder três desejos quais escolheria?
Os meus maiores desejos, em relação ao futuro, são: chegar um dia à primeira equipa do Sporting, continuar a representar a seleção nacional e poder ajudar a minha família a todos os níveis.

Em relação ao futuro, está ansioso por conhecer a nova casa (o centro de formação e estágio em Alcochete)?
Estou muito ansioso. A nossa futura casa vai ter muitas condições habitacionais e de conforto e não há dúvida que teremos tudo o que precisamos para ser bons jogadores.

Se não tiver futuro no mundo do futebol, o que gostaria de seguir?
Não sei. Quero tanto ser profissional de futebol...

Por João Rosa