terça-feira, 12 de julho de 2016

Mês de junho foi "muito seco e quente"

O 12.º valor mais alto desde 1931.


O mês de junho foi "muito seco e quente", sendo o valor médio da temperatura máxima muito superior ao valor normal e o 12.º mais alto desde 1931, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Segundo o Boletim Climatológico, publicado na passada quinta-feira, na página do instituto na Internet, o valor médio da quantidade de precipitação em junho foi de 12,2 milímetros, valor muito inferior ao normal, o que permite classificar o mês de junho como muito seco. De acordo com o documento, os valores da quantidade de precipitação inferiores aos registados neste mês de junho ocorreram em cerca de 20% dos anos (desde 1931). Este valor relativo à precipitação, escreve o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), corresponde ao 6.º mais baixo desde 2000 (mais baixo em 2004, 4,2 milímetros). "O valor médio da temperatura máxima do ar (27,29º Celsius) foi muito superior ao valor normal, sendo o 12.º mais alto desde 1931 (valor mais alto em 2004 com 30,14 graus)", é indicado. 

O instituto destaca também que o valor médio da temperatura mínima do ar (13,85º Celsius) foi superior ao valor normal. De acordo com o boletim, o menor valor da temperatura mínima foi registado nas Penhas Douradas a 16 de junho (3,8º Celsius) e da máxima em Elvas no dia 29 de junho, com 40,1º. O instituto informou também que Faro registou o maior número de noites tropicais (11), cerca de cinco vezes o valor normal. "Em Elvas, observou-se o maior número de dias com temperatura máxima maior ou igual que 30º Celsius", sublinham.

De salientar que, nos últimos 25 anos, a temperatura média do ar tem sido quase sempre superior ao valor normal, apenas em quatro anos foi inferior (1992, 1997, 2007 e 2013), e a precipitação mensal tem sido quase sempre inferior ao normal, exceto em seis anos (1992, 1997, 2006, 2007, 2009 e 2010)", como se pode ler no documento.

De acordo com o índice meteorológico de seca do IPMA, no final de junho não existe situação de seca em todo o território, exceto numa pequena área do sotavento algarvio.

Por Gonçalo Cruz

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